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Comerciantes protestam contra desocupação no Mercado Central de João Pessoa e bloqueiam ruas no Centro

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Comerciantes do Mercado Central realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (30), no Centro de João Pessoa, contra a retirada dos pontos comerciais onde atuam. Durante a manifestação, os trabalhadores montaram barricadas e atearam fogo em pneus e pedaços de madeira para bloquear o tráfego de veículos na região.

O protesto aconteceu na Rua Rodrigues de Carvalho, no cruzamento com a Avenida Pedro II, deixando o trânsito totalmente interditado nas vias. Equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram acionadas para acompanhar a ocorrência.

Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedurb) informou que realizará, na próxima segunda-feira (4), às 10h, uma reunião com representantes dos 30 comerciantes notificados para desocupar o espaço, além da empresa responsável pela obra, representantes da Sedurb e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Segundo a pasta, serão apresentados espaços em mercados públicos, shoppings populares ou praças para abrigar temporariamente os comerciantes até a conclusão da reforma.

A desocupação está relacionada às obras de reforma e ampliação do Mercado Central. Em dezembro de 2025, o prefeito Cícero Lucena assinou a ordem de serviço para a requalificação do espaço. O projeto prevê investimento de R$ 31,9 milhões e conclusão até o fim de 2027.

De acordo com os comerciantes, a área ocupada atualmente será destinada à construção de uma garagem prevista no projeto. O grupo afirma ter sido informado de que teria apenas 72 horas para deixar o local, sem indicação prévia de um novo espaço para continuar trabalhando.

A comerciante Elisabeth Araújo, proprietária de um bar no Mercado Central, relatou que os fiscais comunicaram o prazo para desocupação, mas não apresentaram alternativas.

“Os fiscais chegaram aqui dando 72 horas para a gente sair do Mercado Central, mas não disseram que existe um local para a gente trabalhar. Não tem lugar para a gente. Eu pago aluguel, tenho uma filha. Como a gente fica? A gente só quer trabalhar”, afirmou.

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