Policial
PF e CGU deflagram operação contra fraudes na saúde e miram prefeito de Mossoró
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (27), a Operação Mederi, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na área da saúde envolvendo administrações municipais do Rio Grande do Norte.
Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos para fornecimento de insumos à rede pública de saúde. Os acordos envolveriam empresas sediadas no Rio Grande do Norte que prestavam serviços a prefeituras de diferentes estados. A PF aponta falhas na execução contratual, com suspeitas de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e prática de sobrepreço.
A operação mobilizou 163 policiais federais e cinco auditores da CGU, responsáveis pelo cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas cautelares e patrimoniais autorizadas pela Justiça.
Entre os alvos das buscas está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Procurada pela Agência Brasil, a defesa do gestor confirmou o cumprimento dos mandados e afirmou que o prefeito colaborou integralmente com a ação, permitindo acesso às informações solicitadas.
De acordo com o advogado Fabrízio Feliciano, responsável pela defesa de Allyson Bezerra, não há qualquer elemento que vincule pessoalmente o prefeito às irregularidades investigadas. Segundo ele, a decisão judicial se baseia em diálogos envolvendo terceiros e os contratos citados teriam sido firmados entre municípios potiguares e empresas fornecedoras de medicamentos, envolvendo diferentes entes municipais.
A defesa ressaltou ainda que a medida cautelar foi determinada durante a fase investigativa, sem qualquer juízo de culpa. Feliciano acrescentou que, desde 2023, a Prefeitura de Mossoró passou a adotar de forma obrigatória o Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus) como plataforma oficial para controle de estoque e dispensação de medicamentos.
Ainda segundo o advogado, a partir dessa mudança, a fiscalização dos estoques passou a ser de responsabilidade da Controladoria-Geral do município.


