Repórter defende inclusão de jornalistas em grupos prioritários para vacinação da Covid e cita rotina de trabalho nas ruas de Campina Grande

Foto: Artur Lira/Reprodução

Pelas redes sociais, o repórter da TV Paraíba em Campina Grande, Artur Lira, nesta quarta-feira (9), Dia Internacional da Imunização, defendeu que os profissionais de imprensa sejam inseridos nos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19. O jornalista citou sua rotina de trabalho nas ruas, em hospitais e locais com aglomerações e o compromisso diário de informar as pessoas sobre a real situação sanitária que o país enfrenta há mais de um ano por causa da pandemia.

“Nós jornalistas ainda estamos sem vacina no Brasil. Algumas cidades já conseguiram autorização, mas nunca fomos incluídos em um Plano Nacional. A Covid-19 chegou a Paraíba em 18 de março do ano passado. Já são 448 dias que estou trabalhando nas ruas para manter a sociedade informada. Esse é meu dever como jornalista, porque se não fosse o trabalho da imprensa, a sociedade não saberia ao certo o que é a pandemia, como se cuidar, quantas pessoas contaminadas, quantas mortes (e destaco que hoje o Brasil só tem um banco de dados mais atualizado por causa do consórcio de veículos de imprensa). Além disso, é a imprensa quem tem dado voz a todas as outras categorias e pessoas que estão sofrendo com a pandemia. Pra isso nós vamos pra os hospitais, entrevistando os médicos, para as aglomerações que são denunciadas, para as filas do auxílio emergencial… Nosso ofício nos coloca em constante risco. A maior parte dos jornalistas não tiveram a oportunidade de trabalhar em home office. Reportagem é rua”, escreveu Artur.

Ele ainda lamentou as fraudes nas filas de vacinação e o fato do Brasil ter poucas doses disponíveis para imunizar a população. “Eu poderia aqui estar revoltado pelos casos de pessoas que já vi tomando vacina com laudo médico “maquiado”, dos “profissionais de saúde” que não exercem a profissão e que foram pra fila como “linha de frente”. Mas o problema não está em quem busca vacina. Todos querem e merecem. O problema é quantidade insuficiente. O real problema está na gestão desse país que não garantiu vacinas em quantidade e com agilidade, como podia e devia. O país é grande, mas todo pai e mãe que tem família grande sabe quantos quilos de feijão precisa colocar na feira pra não ver seus filhos com fome”, completou

Artur Lira concluiu a postagem se solidarizando com outras categorias que assim com os repórteres também estão nas ruas e sem vacina. “Não quero privilégio. Só queremos respeito por tudo que temos feito em busca do bem da sociedade e de vacina PARA TODOS. Minha solidariedade a todos que ainda estão na fila de espera, mas, principalmente, aos policiais, bombeiros, garis, caminhoneiros e trabalhadores dos hospitais que ainda não conseguiram ser vacinados”, finalizou.

Nesta quarta-feira, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) promoveu o Dia Nacional de Luta pela Vacinação dos Jornalistas contra a Covid-19 com atos nas redes sociais – tuitaço e instragramaço – com as hastags #VacinaAImprensa #VacinaParaJornalistas e #VacinaJá. Em Alagoas, Pernambuco e Ceará manifestações presenciais foram organizadas. Não há relatos de atos na Paraíba.

Apenas três estados iniciaram a vacinação dos profissionais de imprensa: Maranhão, Bahia e Mato Grosso, além de Teresina, Capital do Piauí. Segundo a Fenaj, o Brasil é o segundo país do mundo onde mais morrem jornalistas vítimas da Covid-19 e a atividade jornalística é considerada essencial.

Gabriel Barbosa – Paraíba Debate

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