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Cidades

Secretaria de Saúde de Campina entrará com ação contra pai de criança internada com pneumonia bilateral

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A Secretaria de Saúde de Campina Grande emitiu uma nota nesta terça-feira (31) relatando que irá judicializar o caso do pai de uma criança que está internada no Hospital da Criança com quadro de pneunomia bilateral e teria ameaçado funcionários e difamado a direção do estabelecimento púbico de saúde.

Nossa reportagem não tem informações sobre a versão do pai e nem tomou conhecimento do ocorrido, segundo a família da criança e se restringe a publicar a nota da Secretaria.

Segue nota:

A fim de restabelecer a verdade dos fatos, a Secretaria de Saúde de Campina Grande apresenta esclarecimentos a respeito do atendimento prestado a uma criança no Hospital da Criança e do Adolescente, cujo pai fez ameaças a funcionários, invadiu áreas restritas da unidade hospitalar sem autorização, detratou servidores e promoveu difamação contra a direção do hospital.

Para contextualizar. A criança foi admitida na unidade apresentando quadro de pneumonia grave bilateral, que evoluiu para um pequeno derrame pleural. Apesar disso, nas primeiras avaliações realizadas por mais de um médico pneumologista, não havia indicação de cirurgia. Uma punção foi realizada, mas não houve sucesso pelo minúsculo tamanho do derrame. Posteriormente, verificou-se a necessidade de intervenção cirúrgica.

De acordo com os médicos, essa evolução do quadro para gravidade é esperada nestes casos, uma vez que não há como operar antes do desenvolvimento do derrame. Clinicamente, a pneumonia foi tratada com todos os parâmetros, inclusive com internação em UTI para acompanhar mais caso clínico.

Como o Hospital da Criança e do Adolescente não realiza operações, a direção do HCA realizou a regulação de uma vaga de internação no Hospital de Trauma para que o procedimento fosse realizado, o que deve ocorrer ainda nesta terça-feira, 31 de maio. Para viabilizar a transferência, o HCA admitiu, inclusive, um paciente infantil do Hospital de Trauma para abrir a disponibilidade da vaga para a paciente naquele hospital.

Não obstante todos os esforços técnicos para prestar a melhor assistência a esta criança, o pai da menina invadiu alas, mesmo com a filha já estando com acompanhante, e agrediu verbalmente servidores de várias equipes. Apesar da constante busca da gestão por tornar o ambiente hospitalar um espaço de humanização, a atitude do cidadão empreendeu um clima de hostilidade irreversível, que ensejou por parte da direção do HCA a judicialização do caso, inclusive como forma preventiva.

A Secretaria de Saúde compreende toda a aflição dos familiares e ofereceu suporte desde o início com o serviço de assistência social. Ademais, sobre a “denúncia” de que os exames são avaliados via aplicativo de mensagens Whatsapp, a Secretaria desmente categoricamente. Como uma das etapas do Programa Saúde de Verdade, foi implantado recentemente um sistema de prontuário eletrônico e informatização dos sistemas, onde ficam registrados os prontuários de pacientes.

Uma outra informação distorcida: 80% dos profissionais de saúde residentes. Na verdade, o Programa de Residência Médica do HCA, em convênio com a UFCG, admite profissionais residentes em pediatria, conforme regulamentação do SUS, contudo os atendimentos são realizados por profissionais médicos ou supervisionados por preceptores.

Além disso, novos médicos foram contratados este mês para ampliar a rede de atendimento no HCA.

A Secretaria de Saúde vem empenhando vários esforços para ampliar e melhorar a assistência pediátrica na cidade nesse período de crescimento vertiginoso dos casos de adoecimento infantil em todo o país. Os atendimentos saltaram de pouco mais de 2 mil para mais de 6 mil por mês.

A Prefeitura de Campina Grande investiu na uma ampliação da recepção para acomodar melhor pacientes e acompanhantes; um serviço de consulta pediátrica foi aberto no Centro de Saúde Francisco Pinto, de segunda à sexta-feira pela manhã e à tarde, para crianças até 13 anos de idade; e os adolescentes, a partir de 14 anos de idade, passaram a ser atendidos nos hospitais municipais Pedro I e Dr. Edgley e na UPA Dr. Maia, no Alto Branco.

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