Você sabe quando será vacinado contra Covid-19? Saiba quais são as previsões para as faixas de idade

Foto: Márcio Ferreira/Comus

O plano de imunização brasileiro contra a Covid-19 dividiu a população adulta em prioritários e não prioritários. O grupo prioritário é subdividido em 29 categorias, entre elas idosos, adultos com comorbidades, profissionais de saúde, pessoas em situação de rua, presos, trabalhadores da educação, agentes de segurança, motoristas de ônibus e caminhoneiros. 

Essas pessoas somam 77,3 milhões. Logo, para vacinar esse grupo inteiro, seriam necessárias 154 milhões de doses. Considerando as vacinas já aprovadas pela Anvisa, esse montante estaria disponível até junho deste ano, se não houver atrasos na entrega, fabricação ou distribuição.

Por outro lado, o Brasil tem mantido um ritmo de vacinação que corresponde a metade das doses distribuídas. Ou seja, aplicou até agora 14 milhões das 30 milhões enviadas para estados e municípios, pois parte das doses ficam reservadas para a segunda dose, de reforço. A cada 10 doses aplicadas atualmente, 8 são da Coronavac.

A tendência, até o momento, é que o início da vacinação dos adultos não prioritários deva acontecer pelo menos em meados do segundo semestre de 2021, enquanto a de jovens com menos de 25 anos deve acontecer só em 2022. A situação dos menores de idade é ainda mais incerta.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de habitantes com idades de 18 a 59 anos no país totaliza 125 milhões de pessoas. Cerca de 40 milhões delas estão no grupo prioritário. Ainda não está claro como transcorreria a vacinação para esse grupo, mas ela deve seguir os mesmos moldes atuais.

As pessoas seriam divididas também em faixas etárias e imunizadas em ordem decrescente, com os jovens em torno de 18 anos por último. No segundo semestre de 2021, com mais opções e doses disponíveis, além da fabricação 100% nacional da AstraZeneca-Oxford pela Fiocruz, a tendência seria superar com folga a marca de 1 milhão de vacinados por dia. Vale lembrar que na pandemia de H1N1, em 2009, o Brasil levou quase três meses para vacinar 80 milhões de pessoas.

Além dos quase 85 milhões de adultos não prioritários, devem ser vacinados também os menores de idade, que somam cerca de 48 milhões, segundo o IBGE. Atualmente, eles não estão listados entre aqueles que receberão a vacina.

Mas há estudos em andamento no país com vacinas para menores de idade, e os resultados têm sido promissores. Dado o ritmo de vacinação do país, é provável que os imunizantes sejam aprovados para essas faixas etárias até chegar a vez deles na fila da vacinação, a princípio no primeiro semestre de 2022.

Fonte: NE10 Interior

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